Museu Lasar Segal - Rua Berta 111 - Santa Cruz - SP - Terças a Sábado - Feriados, das 14h às 19 e Domingos das 14 h às 18h

sábado, 3 de setembro de 2011

Texto de Cordel - Equipe 5

Pássaro: A Bird (o pássaro nervoso) – casa de palha
Polvo: Chesperito (o polvo vidente) – caverna no mar
Urso: Bob (urso polar preguiçoso) – casa iglu
Dragão: Horntail (dragão medieval de três cabeças)
Macaco: Prego (macaco exibido) – casa árvore

Cenário: Ilha cercada por mar, floresta e gelo.
Pássaro
Eu sou a Bird o pássaro
Pequeno e nervoso
Por ninguém nunca passo
Sem ficar furioso

Polvo
Meu nome é Chesperito sou engraçado
Porém não tenho braço
Mas se me encarar te despedaço
Também tenho um narigão
Mas não respiro meu irmão
Urso


Dragão



Macaco
Sou um macaco prego
Geneticamente modificado
Igualzinho ao prego
Da cor do Brasil amado
Narrador
Havia uma ilha muito esquisita
Uma parte floresta a outra de neve
Por isso que nela humano não habita
Porque lá só bicho morar se atreve
Um deles é o pássaro pequeno e nervoso
No mar vive um polvo que é muito sabido
E um urso que é bem preguiçoso
E um estranho macaco pra lá de exibido
O polvo Chesperito tem uma visão de que um lendário dragão atacaria a ilha.Num dia claro e ensolarado
Chesperito, o polvo vidente
Subiu à ilha desesperado
Contando o que viu em sua mente
Polvo
Socorro! Socorro!
Um dragão lendário
Vai nos atacar!
Vai nos devorar!
Urso
Vou ficar relaxado (atchimmmm)
Se ele chegar chegou
Não ligo para dragão malvado
Pois sou preguiçoso, é isso que sou (atchimmmmm)
A Bird
Que venha então esse dragão
Ele não vai me vencer
Eu lhe dou uma lição
Que ele vai se arrepender
Macaco
Ele que venha me enfrentar
Esse dragão infeliz
Pois eu vou lhe espetar
Uma pregada no nariz
Narrador
Em outro dia nebuloso
A profecia aconteceu
Chegou o dragão misterioso
E tudo na ilha tremeu
Narrador
O urso Bob que dormia
Foi o primeiro a morrer
Pois o dragão fome sentia
E não queria nem saber
Dragão
Esse virou comida de dragão
Igual a ele, todos morrerão
Narrador
A Bird viu o urso devorado
Não ficou temeroso
Mas sim revoltado
E falou furioso
A Bird
Pode vir grandão
De você na tenho medo não
Narrador
Mas o dragão fogo soprou
E acertou a ave valente
E o pássaro acabou
Morto pelo fogo ardente
Macaco
Tanananana! Nanananana!
Você não me pega!
Dragão é muito brega!
Dragão
Quero ver se não
Você é um covardão
Vou te dar um pisão
E te pregar no chão
Narrador
Enquanto isso no fundo do mar
Chesperito espera escapar
Polvo
Eles não acreditaram
E pagaram para ver
Vou ficar aqui embaixo
E tentar me esconder
Narrador
Mas o dragão com fogo foi atacar
Onde o polvo estava escondido
Fervendo a água do mar
Fazendo polvo cozido
Dragão
Hoje estou muito contente
E muito confiado
Mas sinto de repente
Que estou ficando gripado
Narrador
O pobre dragão na sabia
Como foi precipitado
Pois o urso que dormia
Estava muito resfriado.

Literatura de Cordel Felipe 06

Literatura de cordel vulgarmente conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal.


 

Lourival Baptista-Felipe n05

Lourival Baptista (Entre Rios, 3 de outubro de 1915) é um médico e político brasileiro com base em Sergipe.
Foi deputado estadual (1947-1951), prefeito de São Cristóvão (1951-1954), deputado federal (1959-1967), governador de Sergipe (1967-1971) e senador (1971-1995).
Iniciou seus estudos em Alagoinhas. No ano de 1943, já formado em medicina pela Universidade Federal da Bahia, Estabeleceu-se em São Cristóvão, onde exerceu sua profissão de médico.
Conhecido por ser um político de invulgares sagacidade e inteligência, no ano de 1959 já logrou a Câmara dos Deputados, com votação consagradora, e em 1966 assumiu o Governo do Estado de Sergipe.
Conspícuo administrador do erário público, manteve-se com inflexível coerência, fiel a seu propósito de promover o desenvolvimento do Estado, nomeando um secretariado de alta qualificação técnica, que viabilizou a realização de marcantes obras para Sergipe, como a construção do Estádio Lourival Baptista, o Edifício Estado de Sergipe, além de importantes serviços nos setores educacional e rodoviário.
No seu Governo, que foi caracterizado pela ênfase no trabalho e no progresso, sendo a ele atribuído o título de "O Realizador", implantou o primeiro Distrito Industrial de Sergipe e iniciou a reforma agrária, com desapropriações rigorosamente pagas pelo Poder Público, ou utilizando terras do Estado. Em sua homenagem, o estádio de Aracaju foi batizado com seu nome.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lourival_Baptista

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Xilogravura Henrique-7A-n11

       Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo.É uma técnica em que se entalha na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura.

       A xilogravura é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VI. No ocidente, ela já se afirma durante a Idade Média e no século XVIII duas inovações revolucionaram a xilogravura.

       No final do século XVIII Thomas Bewick teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa de imagens pictóricas. Mas com a invenção de processos de impressão a partir da fotografia, a xilogravura passou a ser considerada uma técnica antiquada.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura

sábado, 28 de maio de 2011

Arnaldo Barbosa - Matheus G. Costa - 7A - 22


Arnaldo Barbosa - óleo sobre tela
"Sem Título" - óleo sobre tela sem data
Pinacoteca do Estado de São Paulo
www.pinacoteca.org.br
Arnaldo Barbosa nasceu em São Paulo em 1902, ficou conhecido como pintor e caricaturista, na adolescência estudou no instituto de Belas Artes de Moderna na Itália, quando foi morar lá. Voltando ao Brasil, participou de diversos grupos que propunham uma nova visão da Arte, que começara com a Semana de Arte Moderna em 1922, como o CAM - Clube dos Artistas Modernos, fundou a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM), em 1932, e integrou a Família Artística Paulista (FAP), em 1937.  Apoiou o Grupo Santa Helena que reunia pintores de parede por profissão, mas que se propunham fazer trabalhos artísticos em suas horas de folga.

Arnaldo Barbosa - óleo sobre tela

"Sem Título"  - sem data
Pinacoteca do Estado de São Paulo
www.pinacoteca.org.br
 
Arnaldo era um pintor de paisagens e naturezas-mortas mas colaborou como caricaturista em jornais e revistas cariocas, como na revista Para Todos.
Morreu no ano de 1981, também na cidade de São Paulo.

Para acessar o arquivo digital das revistas “Para Todos”, acesse o link http://www.jotacarlos.org/


Como pintor, participou de várias exposições coletivas e recebeu alguns prêmios, como o Prêmio Prefeitura de São Paulo no Salão Paulista de Belas Artes de 1934, tendo Mário de Andrade escrito, no jornal O Estado de São Paulo: “ que considera com simpatia a luminosidade de Arnaldo Barbosa...”.



Arnaldo Barbosa - óleo sobre tela

"Sem título"
Pinacoteca do Estado de São Paulo
www.pinacoteca.org.br
Exposições Individuais

1973 - São Paulo SP - Primeira individual, na Galeria Cosme Velho

Exposições Coletivas

1933 - São Paulo SP - Exposição da Sociedade Pró-Arte Moderna 
1934 - São Paulo SP - 1.o Salão Paulista de Belas Artes, na
Rua 11 de Agosto - Prêmio Prefeitura de São Paulo


1935 - São Paulo SP - 2.o Salão Paulista de Belas Artes
1935 - São Paulo SP - 3.o Salão Paulista de Belas Artes
1937 - Rio de Janeiro RJ - 1.a Exposição da Família Artística
Paulista

1937 - São Paulo SP - 1.o Salão da Família Artística Paulista, no Esplanada Hotel de São Paulo
1938 - Rio de Janeiro RJ - 2.a Exposição da Família Artística Paulista
1939 - São Paulo SP - 2.o Salão da Família Artística Paulista, no Automóvel Clube
1940 - Rio de Janeiro RJ - 3.o Exposição da Família Artística Paulista

Arnaldo Barbosa - óleo sobre tela 1971

"Sem Título" (natureza morta em rosa)
Pinacoteca do Estado de São Paulo
www.pinacoteca.org.br

1940 - São Paulo SP - 3.o Exposição da Família Artística Paulista
1951 - São Paulo SP - 1.o Salão Paulista de Arte Moderna,
na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze

1967 - São Paulo SP - A Família Artística Paulista - Trinta
Anos Depois

1973 - São Paulo SP - 5.o Panorama de Arte Atual
Brasileira, no MAM/SP

1975 - São Paulo SP - SPAM e CAM, no Museu
Lasar Segall


Primeira Igreja de Mongaguá" Arnaldo Barbosa

" óleo sobre tela” -  sem data
Pinacoteca do Estado de São Paulo
www.pinacoteca.org.br



















Exposições Póstumas
2003 - São Paulo SP - A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no MAM/SP
2003 - São Paulo SP - Natureza Morta, no Espaço Cultural BM&F

Observação: as informações acima foram obtidas do site Itaú Cultural .

Na segunda festa expressionista organizada em 1933 no Hotel Esplanada pelo SPAM, foi concebido pelo poeta modernista Guilherme de Almeida de um quadro de Arnaldo Barbosa para aquele que desse a melhor definição para a expressão “Baile KWY”, título da festa.

Abaixo, fotos do catálogo da 1.a Exposição de Arte Moderna da SPAM, onde aparece o registro da obra que Arnaldo Barbosa expôs.

 

































1. Menino, Arnaldo Barbosa. Página do catálogo
2. Página do catálogo com os endereços dos artistas que expuseram suas obras
3. Catálogo da 1.a Exposição de Arte Moderna da SPAM em 1933.

Fonte: